Para que os pensamentos não se percam no éter, e o fumo do pensamento não ande por aí espalhado.

15 maio 2013

Bela Gutman é que sabe!

Foi quase! Foi mais uma vez, quase! O Benfica fez um jogo muito bom perante o ainda campeão europeu Chelsea, mas quando se joga a este nível é nos detalhes que tudo se decide.

Apesar do domínio quase total do Benfica, faltou muita confiança no momento do remate. Os jogadores parece que preferiam passar a bola em vez de tentar meter na baliza. Como se não soubessem que para marcar golos é preciso rematar. E na hora do remate, ou saía rosca, ou havia ressalto e a bola acabava por teimar em não ir para a baliza.

Gosto de ver o Benfica a jogar como jogou, mas preferia que tivessem apenas dois ou três remates à baliza, mas que fossem certeiros, mesmo que o jogo não fosse tão artístico.

Perder assim custa muito, num detalhe e no tempo de compensação. A maldição de Bela Gutman ainda perdura e não parece fácil de quebrar. Espero que este Benfica continue a ser grande na Europa e que possa nos próximos anos chegar longe, e mesmo conquistar os títulos que ainda lhe faltam ganhar.

29 abril 2013

O título à vista

Foi uma vitória muito sofrida naquele que pode ter sido o embalo definitivo para o título tão ambicionado de Campeão Nacional de futebol. Além de representar o culminar de uma época praticamente brilhante, pode revelar uma inversão de ciclo futebolístico, onde a hegemonia do rival do norte tem sido imbatível.

Com Pinto da Costa mais adormecido do que é costume, talvez por causa da namorada jovem brasileira que já o fez substituir uma válvula do coração, o Benfica mantém-se no topo da classificação.

E ao contrário do que querem fazer crer, principalmente os invejosos do outro lado da 2ª circular, é por mérito próprio. Tal como nos recentes e infelizmente poucos títulos dos últimos anos, onde o mérito ou era do túnel, ou do árbitro, ou do local do jogo, ou do que quer que seja, este ano parece que o mérito é de novo do árbitro, e apenas de um, e não de tudo o que está por trás do actual Benfica.

Um período de jejum de 11 anos serviu para sanar as contas e a reputação do Benfica a nível internacional, e por isso, a estrutura, termo que tanto se usa lá para os lados do Norte, ficou mais sólida e com isso os títulos aparecem naturalmente.

Por isso, está na hora de ocupar de novo o lugar que só fica bem ao Benfica, sempre lá no topo!

26 abril 2013

Onde está a soberania?

Ouve-se muito nos noticiários e nos media a questão da soberania nacional. O cúmulo foi o “herói para muitos” Otelo Saraiva de Carvalho a defender Salazar (os deuses, ou pelo menos o OSC, devem mesmo estar loucos), que este defendia mais a soberania nacional que o actual Presidente da República.

Eu pergunto, mas qual soberania? Como é que podemos ser soberanos se ao longo de toda a nossa história só sabemos viver à custa da riqueza dos outros? Vejam-se os exemplos ao longo da história de Portugal. Não fossem os descobrimentos, e já sem território para conquistar, teríamos sido obrigados a trabalhar internamente. Assim, enquanto houve ouro do Brasil, diamantes e marfim dos países Africanos ou pimenta da Índia, fomos realmente uma grande potência mundial.

Quando tudo acabou e se perdeu o Império após a Revolução dos cravos, não havia mais fontes de receita. Solução, pedir emprestado a quem tinha dinheiro, continuando sem investir internamente. Não é por acaso que é a terceira vez desde o 1974 que o FMI nos empresta dinheiro. Simplesmente, não somos capazes de viver sem ele, mas continuamos a não o saber usar da melhor maneira.

Soberania? Sempre ouvi dizer que quem paga é quem manda, e por isso não há que haver dúvidas em relação à soberania. Se queremos mesada, temos de nos submeter. Ou então trabalhar para a ganharmos por nós próprios, mas isso parece que dá muito trabalho!

09 abril 2013

O peixe também é Gourmet

Decorre em Lisboa nesta semana o evento Peixe em Lisboa, que é essencialmente um evento semelhante ao já bastante divulgado Essência do Gourmet do Porto, com a pequena nuance de ser apenas dedicado ao peixe (e para mal dos meus pecados, ao marisco).

Como amante da culinária que sou, aproveitei o sábado passado para lá ir explorar, comer e essencialmente aprender a cozinhar melhor.

O primeiro corredor do pátio da galé apresenta o mercado Gourmet, cheio de produtos tradicionais e utensílios, alguns com provas de degustação tanto de comidas como de vinhos. E até os maravilhosos gelados Santini lá estavam. Em volta o átrio principal, onde estavam montadas as mesas de restaurante, estavam uma séria de tasquinhas a servir comida, de chefes mais ou menos famosos como Justa Nobre, Vitor Sobral ou José Avillez.

E a parte mais interactiva, estava disposta em pontos estratégicos, onde os visitantes podiam ir aprender, vendo ou mesmo ajudando a confeccionar deliciosas iguarias, todas com base no peixe e produtos do mar.

E no fim de toda a comida saudável e bem preparada, mais umas páginas do meu moleskine de receitas, com alguns truques e dicas interessantes.

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Lombos de bacalhau com chourição e pão de azeitonas.

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Vieninhas com meia desfeita de bacalhau

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Corneto de lavagante com guacamole

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A apresentação da Chef brasileira Bella Masano

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Peixe-espada preto em panko com banana e molho tártaro

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Na aula da equipa do chef Chakall (sim, do próprio!)

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Tanaki de atum com brunesa de legumes e azeite de chouriço.

07 abril 2013

O primeiro artigo público

Há alguns dias foi-me pedido na empresa para escrever um artigo de opinião sobre o Cloud Computing, para ser publicado numa revista de informática. A empresa tem uma cooperação cm a revista e de vez em quando até é publicado um artigo escrito por um dos meus colegas. Desta vez, fui o escolhido, e o tema foi mesmo o que já citei.

O tema é muito vago e pode dar para muitos caminhos e ainda mais artigos. Tanto mais que acabei por escrever dois artigos diferentes sobre o assunto, e escolhi um deles para publicação. O outro fica para uma próxima vez, se o tema for o mesmo.

Para já, e não contando com o que escrevo neste blog, que é um blog de opinião pessoal sobre vários assuntos, foi o meu primeiro artigo publico oficial, e devo dizer que acho que não saiu nada mal. Veremos  se é para continuar.

No entretanto, podem ler o artigo aqui.

19 março 2013

De Lisboa para o Mundo

A Deolinda deixou o bairro lisboeta e partiu para o mundo.

O terceiro álbum de originais dos Deolinda está quase a sair, e no primeiro single já se podem ouvir as sonoridades límpidas dos irmãos Martins, ao ritmo da música do mundo.

Ainda sem acesso ao álbum completo, este single deixa prever que a Deolinda abriu os seus horizontes, sem nunca deixar as suas raízes. As bases de fado estão lá, mas agora fundem-se com outros sons, tal como no vídeo se fundem os vários estilos de dança, com Ana Bacalhau a participar graciosa, colorida e sorridente.

17 março 2013

Os desastres do Amor

Era este o título da peça em cena no Teatro Nacional de S. João. Pouco tempo após de de começar se revelou num verdadeiro desastre, pelo menos para quem contava com uma tarde de Domingo bem passada.

Nada a apontar aos actores, onde constam nomes como o da excelente Rita Blanco, mas mesmo para uma peça que não é humorística, falta-lhe muita acção. Na plateia estava Manoel de Oliveira, o cineasta centenário, e para ele até deve ter passado demasiado depressa.

A história até que não é má de todo, tem muitas personagens metafóricas, retiradas de textos de Pierre de Marivaux, se bem que algures a meio se misturam de uma maneira demasiado rebuscada.

O Teatro, além de arte, deve ser entretenimento. A arte é um conceito subjectivo, mas quanto ao entretenimento, não me senti nada entretido. E além disso, quem é que diz que para ver uma peça de teatro tem que se saber falar fluentemente italiano, castelhano e francês? Em inglês, ouve-se apenas um mísero “fuck”, e a maior parte da peça era de facto em português. Mas devia ter sido toda!

Concluindo, foi um desastre de Domingo, numa peça de teatro que não recomendarei a ninguém.

01 março 2013

Pedras Salgadas

O que pensamos quando falamos em Pedras Salgadas? Naquela água com bolhinhas que nos alivia o estômago de alarve, para além de uma sensação da sensação de frescura natural quando estamos com sede.

Numa recente visita ao Parque Natural das Pedras Salgadas, situado no Norte de Portugal, podemos visitar um parque muito bem tratado, onde se situam as termas das águas alcalinas das Pedras Salgadas.  O parque (e a marca de águas) foi comprado recentemente pela Unicer, dona da Super Bock, que tenta revitalizar o projecto, mantendo o parque muito bem arranjado, e tentando explorar o filão ainda existente do turismo de habitação, principalmente nos turistas estrangeiros.

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O parque é uma área muito ampla de jardins, onde se incluem as termas, recentes cabanas de madeira para habitação de turismo, a fábrica onde são engarrafadas as águas, e inúmeras fontes, entre as quais…a fonte.

A fonte de onde brota a água das Pedras Salgadas, existe mesmo mas… está fechada. Só abre no Verão e a água é controlado por meio de umas bombas e uma torneira, onde uma senhora oferece um copinho de água das pedras aos visitantes.

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Confesso que me senti completamente defraudado. Para quem como eu está habituado a ver uma fonte de água sempre a jorrar e de uso quase livre, ver assim esta fonte tão especial foi uma verdadeira desilusão.

Para continuar a beber água das pedras, tem mesmo de ser a versão engarrafada na fábrica. Que a outra, a original, é uma fraude.

24 fevereiro 2013

Óscares 2013

Este ano não tive tempo de ver quase nenhum dos filmes candidatos ao grande Óscar (o de melhor filme). Porque tardam em estar disponíveis em DVD ou no MEO, e infelizmente não consigo ir ao cinema todas as semanas, tanto por questões de agenda como de finanças.

Os únicos que vi foram o  Argo e o Lincoln. Diferentes. Bons. Lincoln muito bem interpretado pelo sempre candidato a Óscar Daniel-Day Lewis, que muito com sotaque coloca na personagem. E sendo baseado em factos históricos, não deixa de ser curioso que o partido que apoiava a escravatura seja precisamente o do primeiro presidente negro da história dos EUA.

Argo tem uma narrativa muito mais interessante e cativante. Tem mais acção, mais intriga e muito mais suspense, que nos prendem ao écran à espera do final. Que chega bem mais depressa que no filme descrito anteriormente.

Não pude ver os restantes nomeados, mas se tivesse de escolher entre estes dois, o Ben Affleck e o seu Argo levariam o Óscar.

Vamos ver como corre a cerimónia, com a irreverência do politicamente incorrecto Seth MacFarlane na apresentação. É sempre pena dar demasiado tarde.

11 fevereiro 2013

A resignação do Papa

Confesso que não compreendo a indignação mais ou menos generalizada pela anunciada resignação do Papa Bento XVI. Primeiro reclamam quando ele foi eleito, agora que o homem se vai embora, reclamam novamente?

Um pouco mais a sério, eu concordo que ele resigne. O cargo de Papa deve ser tudo menos fácil, não só pelo que ser Papa representa, mas por tudo o que exige em termos de ideias e trabalho. É certo que o Papa não faz tudo sozinho, e tem dezenas de conselheiros. Para mim, estando eu cansado devido à idade avançada, para tarefas tão exigentes, faria o mesmo. Se os reis o fazem, porque o Papa não o pode fazer? O Papa João Paulo II aguentou até ao último momento, mas com que lucidez e capacidade é que conseguiu gerir a Igreja nos seus últimos anos de vida?

Só posso criticar é o momento escolhido, pois sendo a Páscoa a celebração mais importante da Igreja, e a base da sua estrutura, poderia ter adiado o anúncio por mais um mês.

A divindade do Papa está no facto de ele também ser Homem, e com isso ter todas as fraquezas e virtudes da Humanidade! E a coragem demonstrada no anúncio mostra que Ratzinger foi um Papa diferente. Para bastante melhor que aquilo que todos previam. Espero que o Vaticano saiba escolher o próximo Papa com sabedoria.