Para que os pensamentos não se percam no éter, e o fumo do pensamento não ande por aí espalhado.

09 abril 2013

O peixe também é Gourmet

Decorre em Lisboa nesta semana o evento Peixe em Lisboa, que é essencialmente um evento semelhante ao já bastante divulgado Essência do Gourmet do Porto, com a pequena nuance de ser apenas dedicado ao peixe (e para mal dos meus pecados, ao marisco).

Como amante da culinária que sou, aproveitei o sábado passado para lá ir explorar, comer e essencialmente aprender a cozinhar melhor.

O primeiro corredor do pátio da galé apresenta o mercado Gourmet, cheio de produtos tradicionais e utensílios, alguns com provas de degustação tanto de comidas como de vinhos. E até os maravilhosos gelados Santini lá estavam. Em volta o átrio principal, onde estavam montadas as mesas de restaurante, estavam uma séria de tasquinhas a servir comida, de chefes mais ou menos famosos como Justa Nobre, Vitor Sobral ou José Avillez.

E a parte mais interactiva, estava disposta em pontos estratégicos, onde os visitantes podiam ir aprender, vendo ou mesmo ajudando a confeccionar deliciosas iguarias, todas com base no peixe e produtos do mar.

E no fim de toda a comida saudável e bem preparada, mais umas páginas do meu moleskine de receitas, com alguns truques e dicas interessantes.

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Lombos de bacalhau com chourição e pão de azeitonas.

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Vieninhas com meia desfeita de bacalhau

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Corneto de lavagante com guacamole

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A apresentação da Chef brasileira Bella Masano

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Peixe-espada preto em panko com banana e molho tártaro

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Na aula da equipa do chef Chakall (sim, do próprio!)

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Tanaki de atum com brunesa de legumes e azeite de chouriço.

07 abril 2013

O primeiro artigo público

Há alguns dias foi-me pedido na empresa para escrever um artigo de opinião sobre o Cloud Computing, para ser publicado numa revista de informática. A empresa tem uma cooperação cm a revista e de vez em quando até é publicado um artigo escrito por um dos meus colegas. Desta vez, fui o escolhido, e o tema foi mesmo o que já citei.

O tema é muito vago e pode dar para muitos caminhos e ainda mais artigos. Tanto mais que acabei por escrever dois artigos diferentes sobre o assunto, e escolhi um deles para publicação. O outro fica para uma próxima vez, se o tema for o mesmo.

Para já, e não contando com o que escrevo neste blog, que é um blog de opinião pessoal sobre vários assuntos, foi o meu primeiro artigo publico oficial, e devo dizer que acho que não saiu nada mal. Veremos  se é para continuar.

No entretanto, podem ler o artigo aqui.

19 março 2013

De Lisboa para o Mundo

A Deolinda deixou o bairro lisboeta e partiu para o mundo.

O terceiro álbum de originais dos Deolinda está quase a sair, e no primeiro single já se podem ouvir as sonoridades límpidas dos irmãos Martins, ao ritmo da música do mundo.

Ainda sem acesso ao álbum completo, este single deixa prever que a Deolinda abriu os seus horizontes, sem nunca deixar as suas raízes. As bases de fado estão lá, mas agora fundem-se com outros sons, tal como no vídeo se fundem os vários estilos de dança, com Ana Bacalhau a participar graciosa, colorida e sorridente.

17 março 2013

Os desastres do Amor

Era este o título da peça em cena no Teatro Nacional de S. João. Pouco tempo após de de começar se revelou num verdadeiro desastre, pelo menos para quem contava com uma tarde de Domingo bem passada.

Nada a apontar aos actores, onde constam nomes como o da excelente Rita Blanco, mas mesmo para uma peça que não é humorística, falta-lhe muita acção. Na plateia estava Manoel de Oliveira, o cineasta centenário, e para ele até deve ter passado demasiado depressa.

A história até que não é má de todo, tem muitas personagens metafóricas, retiradas de textos de Pierre de Marivaux, se bem que algures a meio se misturam de uma maneira demasiado rebuscada.

O Teatro, além de arte, deve ser entretenimento. A arte é um conceito subjectivo, mas quanto ao entretenimento, não me senti nada entretido. E além disso, quem é que diz que para ver uma peça de teatro tem que se saber falar fluentemente italiano, castelhano e francês? Em inglês, ouve-se apenas um mísero “fuck”, e a maior parte da peça era de facto em português. Mas devia ter sido toda!

Concluindo, foi um desastre de Domingo, numa peça de teatro que não recomendarei a ninguém.

01 março 2013

Pedras Salgadas

O que pensamos quando falamos em Pedras Salgadas? Naquela água com bolhinhas que nos alivia o estômago de alarve, para além de uma sensação da sensação de frescura natural quando estamos com sede.

Numa recente visita ao Parque Natural das Pedras Salgadas, situado no Norte de Portugal, podemos visitar um parque muito bem tratado, onde se situam as termas das águas alcalinas das Pedras Salgadas.  O parque (e a marca de águas) foi comprado recentemente pela Unicer, dona da Super Bock, que tenta revitalizar o projecto, mantendo o parque muito bem arranjado, e tentando explorar o filão ainda existente do turismo de habitação, principalmente nos turistas estrangeiros.

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O parque é uma área muito ampla de jardins, onde se incluem as termas, recentes cabanas de madeira para habitação de turismo, a fábrica onde são engarrafadas as águas, e inúmeras fontes, entre as quais…a fonte.

A fonte de onde brota a água das Pedras Salgadas, existe mesmo mas… está fechada. Só abre no Verão e a água é controlado por meio de umas bombas e uma torneira, onde uma senhora oferece um copinho de água das pedras aos visitantes.

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Confesso que me senti completamente defraudado. Para quem como eu está habituado a ver uma fonte de água sempre a jorrar e de uso quase livre, ver assim esta fonte tão especial foi uma verdadeira desilusão.

Para continuar a beber água das pedras, tem mesmo de ser a versão engarrafada na fábrica. Que a outra, a original, é uma fraude.

24 fevereiro 2013

Óscares 2013

Este ano não tive tempo de ver quase nenhum dos filmes candidatos ao grande Óscar (o de melhor filme). Porque tardam em estar disponíveis em DVD ou no MEO, e infelizmente não consigo ir ao cinema todas as semanas, tanto por questões de agenda como de finanças.

Os únicos que vi foram o  Argo e o Lincoln. Diferentes. Bons. Lincoln muito bem interpretado pelo sempre candidato a Óscar Daniel-Day Lewis, que muito com sotaque coloca na personagem. E sendo baseado em factos históricos, não deixa de ser curioso que o partido que apoiava a escravatura seja precisamente o do primeiro presidente negro da história dos EUA.

Argo tem uma narrativa muito mais interessante e cativante. Tem mais acção, mais intriga e muito mais suspense, que nos prendem ao écran à espera do final. Que chega bem mais depressa que no filme descrito anteriormente.

Não pude ver os restantes nomeados, mas se tivesse de escolher entre estes dois, o Ben Affleck e o seu Argo levariam o Óscar.

Vamos ver como corre a cerimónia, com a irreverência do politicamente incorrecto Seth MacFarlane na apresentação. É sempre pena dar demasiado tarde.

11 fevereiro 2013

A resignação do Papa

Confesso que não compreendo a indignação mais ou menos generalizada pela anunciada resignação do Papa Bento XVI. Primeiro reclamam quando ele foi eleito, agora que o homem se vai embora, reclamam novamente?

Um pouco mais a sério, eu concordo que ele resigne. O cargo de Papa deve ser tudo menos fácil, não só pelo que ser Papa representa, mas por tudo o que exige em termos de ideias e trabalho. É certo que o Papa não faz tudo sozinho, e tem dezenas de conselheiros. Para mim, estando eu cansado devido à idade avançada, para tarefas tão exigentes, faria o mesmo. Se os reis o fazem, porque o Papa não o pode fazer? O Papa João Paulo II aguentou até ao último momento, mas com que lucidez e capacidade é que conseguiu gerir a Igreja nos seus últimos anos de vida?

Só posso criticar é o momento escolhido, pois sendo a Páscoa a celebração mais importante da Igreja, e a base da sua estrutura, poderia ter adiado o anúncio por mais um mês.

A divindade do Papa está no facto de ele também ser Homem, e com isso ter todas as fraquezas e virtudes da Humanidade! E a coragem demonstrada no anúncio mostra que Ratzinger foi um Papa diferente. Para bastante melhor que aquilo que todos previam. Espero que o Vaticano saiba escolher o próximo Papa com sabedoria.

28 janeiro 2013

Trabalho e tempo livre

A Lei de Murphy funciona sempre. Em qualquer situação, sem excepções. Incluindo no mundo do trabalho. Podemos andar meses à procura de emprego, mas quando estamos bem, é que chovem propostas e telefonemas. Raios, até parece que as empresas combinam todas para fazer isto ao mesmo tempo.

Ora, paralelamente às propostas de emprego, de vez em quando pedem-me a colaboração para pequenas tarefas, a que costumamos chamar biscates. São coisas que conhecidos me pedem ajuda para fazer, porque me conhecem e sabem as minhas capacidades. E alguns destes biscates até são bem remunerados, mas…

O problema é o tempo. Como não é ético ou justo da minha parte ocupar o meu tempo profissional com estas tarefas, até porque mesmo que quisesse não o conseguiria fazer, sobra-me o tempo livre. E surge sempre a velha questão do peso do tempo livre sobre o trabalho. Eu sou um apoiante vigoroso do primeiro.

Porque não me interessa ganhar muito dinheiro, mesmo a fazer o que gosto, se depois não tenho tempo para o gastar. Por outras palavras, gosto de usufruir do meu tempo livre a fazer outras coisas que não estejam directamente relacionadas com trabalho. Estar com a família, que durante a semana é quase impossível, é uma delas, e é a actividade à qual dou sempre a máxima prioridade. Tudo o resto é que tem de encaixar no tempo que sobra.

18 janeiro 2013

Tubo das onomatopeias

Na tentativa de descobrir a razão do meu ombro esquerdo não estar nas melhores condições, pela primeira vez na minha vida, fui fazer uma ressonância magnética.

Isto é daquelas coisas que estamos habituados a ver nos filmes e nas séries de médicos em que o paciente entra deitado num tubo, e de repente começa o tubo a atrair tudo o que é metal à sua volta. Bom, isto na vida real é menos dramático, mas não deixa de ser interessante.

A preparação envolve preencher um inquérito para informar se temos alguma peça de metal metida no corpo (fiquei sem saber se o aparelho dos dentes era importante), despir quase por completo, ficando apenas em roupa interior e retirar tudo o que seja acessórios. Visto uma bata descartável azul, e pelo menos deixam-me ficar com a aliança, já que dizem que o ouro não é magnético, logo não envolve o risco de ficar com o dedo preso à máquina.

Antes de entrar para a máquina ouço uma explicação breve, essencialmente para não me mexer durante o exame, enquanto me colocam uns aparelhos para melhor captarem as imagens da área do ombro. Ah, e ainda me dão uns tampões para os ouvidos.

E lá dentro do tubo, para onde sou arrastado como se estivesse numa passadeira das caixas do continente, começa todo um mundo novo de sonoridades. Ele é o som de martelos pneumáticos, betoneiras, marteladas, naves espaciais a disparar lasers, sabres de luz da Guerra das Estrelas, gritos de seres alienígenas…

Não sei quanto tempo estive dentro do tubo, mas depois de sair, o mundo pareceu deveras silencioso. Agora é esperar pelo resultado dos exames.

02 janeiro 2013

E chegámos a 2013

O 13 sempre foi associado ao azar. Eu prefiro olhar para este número como sinónimo de mudança. E tomando como exemplo os anos anteriores, e o passado mais recente, só posso estar receptivo a novas mudanças, e encará-las com muita confiança.

Vai se o ano da crise. Vai ser o ano da desgraça. Vai ser o ano disto, o ano daquilo (isto e aquilo são sempre coisas más). Profetas da desgraça e velhos do Restelo há aos pontapés, por mais que os anos passem.

Não estou com isto a dizer que o ano vai ser fácil. Não o será para ninguém, mas são sinais dos tempos. A fraude do fim do mundo de 2012 apenas trouxe o incentivo à mudança que todos devemos acompanhar.

Por isso, mais uma vez no Porto, ao som das badaladas da meia noite, com o champanhe à mistura, e o fogo de artifício nos Aliados, nada como 12 doces M&M’s para desejar um doce e colorido ano de 2013.